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Envelhecimento emocional: cuidados fundamentais para o “coração”

Envelhecimento emocional: cuidados fundamentais para o “coração”

O envelhecimento, em uma definição básica, é todo o processo pelo qual o nosso organismo passa a partir do momento em que nascemos até o dia em que morremos. Esse processo abarca o crescimento, a maturação e o declínio de nossos aspectos físicos, mentais/neurológicos e emocionais.

Esse último aspecto, o emocional, talvez por não ser tão palpável ou perceptível, costuma ser menos abordado e considerado nos consultórios, nas famílias e nos canais de informação. Conseguimos compreender a velhice através das rugas, do cabelo branco, das falhas de memória, na redução da coordenação motora, mas, raramente avaliamos como as emoções e os sentimentos da gente amadurecem e envelhecem no decorrer dos anos.

Alegria, medo, tristeza e raiva são as emoções mais básicas de todo ser humano. A partir de nossos primeiros meses de vida já somos capazes de diferenciar e expressar de alguma forma essas emoções, que a partir de então se desdobram em várias outras com variados níveis de complexidade.

À medida que os anos passam inúmeros fatores vão interagindo, alterando e sendo alterados pelas nossas emoções. Nossas experiências, o estilo de vida, a vivência familiar, nosso funcionamento hormonal, cada um desses aspectos vivenciados no decorrer de nossa trajetória deixam uma marquinha e podem interferir em como nos sentiremos quando nos tornarmos idosos.

Mas não se resume a isso, afinal, envelhecer de forma saudável passa pela necessidade de adotar mudanças de perspectivas e atitudes que não podem se deixar reduzir a determinismos e sensos comuns. A busca pela qualidade de vida passa por todos os aspectos e o bem estar emocional é um elemento importante para o funcionamento dessa equação.

Terceira idade não é sinônimo de tristeza

O envelhecimento é frequentemente ligado a sentimentos negativos, como solidão, limitação, frustração, dentre outros. Essa visão generalista, pode ser considerada como um verdadeiro estigma à imagem da pessoa idosa, um preconceito arraigado no senso comum que não possui, no entanto, qualquer espécie de fundamento científico.

Não se questiona aqui as dificuldades e limitações que podem decorrer do envelhecimento do ser humano, afinal, inúmeros fatores realmente podem ter um papel negativo no emocional dos indivíduos. Desde as perdas hormonais e o declínio da libido até o temor que anda ao lado do aumento das chances de ser acometido por uma doença. Tudo isso pode, sim aumentar, por exemplo, as tendências à depressão na terceira idade, porém, não são fatores determinantes.

Pesquisas indicam que uma parcela considerável dessa visão estigmatizada da velhice se encontra muito mais presente nos indivíduos que ainda estão nas faixas etárias jovem e adulta. Ou seja, Isso acontece principalmente como uma relação mais forte com o medo do envelhecimento do que com a vivência do envelhecimento em si.

Por outro lado, de forma controversa, também há estudos sobre envelhecimento emocional que indicam que, a despeito das limitações físicas e cognitivas relacionadas ao envelhecimento, é muito comum um nível alto de bem estar e serenidade mental entre pessoas idosas. Curioso, não?

Os cientistas relacionam essas descobertas a um sentimento de “positividade” que pode ser decorrente do acúmulo de tantas experiências vividas e de uma postura de tranquilidade perante a fase final da vida.

Como alcançar a saúde emocional

O caráter emocional é uma questão tão complexa, e talvez até mais delicada, que os outros aspectos do envelhecimento. Porém, apesar de ser um assunto que perpassa por reflexões existenciais, filosóficas e espirituais na sua constituição, pode ser diretamente beneficiado pelos cuidados dedicados ao corpo e à mente.

Cuidar da saúde emocional na terceira idade, significa exercitar a sua positividade e zelar por aspectos ligados à auto estima, ao convívio social e à autoconfiança e, invariavelmente esses fatores estarão ligados aos cuidados diários com alimentação, atividades físicas e atividades mentais.

Uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos, além de terem papel essencial na auto estima e na autoconfiança da pessoa idosa, também possuem um papel hormonal relacionado à liberação de hormônios relacionados ao humor e ao bem estar. Convenhamos que mesmo não sendo tudo, o bom humor torna muito mais fácil estar bem com todos e consigo mesmo.

A privação do convívio social e um ambiente familiar negativo é um dos principais motivos para depressão na terceira idade, portanto, é também um dos fatores mais importantes para conservar uma boa saúde emocional. Estimular a mente, sentir-se amado e querido, ter com quem conversar e com o que se distrair, é um direito e um desejo de todas as pessoas e de todas as idades, sendo também a mais eficaz fonte de saúde emocional para todas as pessoas.

Todo mundo merece envelhecer de bem com a vida e a garantia desse direito aos idosos é também uma responsabilidade da família e de toda a sociedade. Não é difícil contribuir para isso. Lembre-se também, que em muitos casos, além de tudo sobre o que falamos, pode existir a necessidade de um acompanhamento profissional.

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