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O que o Brasil deve fazer enquanto a vacina não chega?

O que o Brasil deve fazer enquanto a vacina não chega?

A pandemia que atingiu o Brasil no começo de março e veio se alastrando durante todo o primeiro semestre do ano, ainda é uma batalha que precisamos vencer — dia após dia.

Muitos dizem que nossos esforços são perdidos em meio a comunicação falha e a governança mais falha ainda. Porém, informações repassadas erroneamente e líderes despreparados não podem — nem devem — influenciar na maneira como lidamos com o vírus.

Não podemos esperar que as pessoas fiquem em casa para sempre sem contato com a sociedade, para que o governo e a sociedade possam vencer a guerra contra a Covid-19.

Mesmo que ainda não haja vacina ou medicamento para essa doença, podemos evitar mais bloqueios. Para isso, precisamos de comunicação, planejamento, cooperação e comprometimento.

De acordo com o médico e gestor em saúde, Dr. Claudio Lottenberg, o vírus ainda tem espaço para crescer, mas se as medidas certas forem tomadas, podemos limitar seus danos.

Voltar “ao normal” é um processo vagaroso e gradual. É de extrema necessidade transmitir a mensagem de maneira correta.

Toda e qualquer informação que for repassada de forma errada ou de forma ambígua afeta diretamente na adesão às medidas aconselhadas pelos especialistas.

Por exemplo: a obrigatoriedade na utilização das máscaras foi vagarosamente aderida, pois muitos cidadãos tinham opiniões divergentes ou até mesmo dúvidas sobre a assertividade da mesma.

Diversas pesquisas mostram que o conteúdo conflitante pode causar confusões. Na ausência de informações confiáveis, muitas pessoas ouvirão o que desejam ouvir.

Dr. Claudio explica também que uma das principais medidas seria dar menos ênfase no número de testes realizados em uma determinada área e focar no mapa populacional em si.

Pois este método facilita minimizar os riscos de contágio e de infecção pelo covid-19. Isolar determinadas áreas ajuda a controlar a propagação do vírus e impedir que o mesmo se alastre para demais áreas com risco quase nulo de contágio.

Testes para a covid-19: quais são mais eficazes

Os únicos testes que são realmente úteis são os que detectam diretamente o vírus: os testes RT-PCR.

Eles nos permitem distinguir quem foi infectado e quem não está, e em grande escala, ajudam a conter a epidemia. Nesse caso, não importa se o indivíduo tem sintomas.

O método ideal é usar RT-PCR para testar dois grupos de pessoas para isolar todas as pessoas potencialmente infectadas, não apenas aquelas que estão doentes. Mas isso está além de nossa capacidade de execução.

RT-PCR (do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction), é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19, cuja confirmação é obtida através da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra analisada, preferencialmente obtida de raspado de nasofaringe.

E os testes sorológicos? Para identificar indivíduos imunes, vamos assumir que quem tem IgG (anticorpo que acusa uma infecção mais antiga) está livre de se infectar novamente.

Nesse caso, testar IgG maciçamente poderia liberar esses cidadãos para o convívio social. Há ressalvas: esses anticorpos podem não durar ou atuar por muito tempo no organismo.

Além do mais, é sempre importante salientar que mesmo os melhores testes que diagnosticam doenças podem produzir resultados falso-positivos.

Portanto, se uma cidade, estado ou nação fizer muitos testes aleatoriamente, poderá colocar pessoas erradas em quarentena.

Para o médico, a prioridade sempre deve ser encontrar indivíduos com sintomas o mais rápido possível, para que eles possam entrar em isolamento social e evitar exponencialmente os riscos de contágio.

Como as atividades ainda não voltam ao normal, pois dependem exclusivamente de políticas sanitárias eficazes para evitar o contágio pelo vírus, não podemos ficar de braços cruzados esperando que a solução caia do céu.

É preciso continuar praticando as medidas de higienização diárias, tanto dentro de casa quanto ao sair de qualquer estabelecimento: lavar bem as mãos, usar álcool em gel, e lavar os produtos quando chegar do supermercado — além da utilização da máscara.

Todas essas são medidas que você pode fazer com pouco esforço, mas que são fundamentais para que a situação volte ao normal de forma muito mais segura.

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