Endometriose e adenomiose: entenda a diferença

Endometriose e adenomiose: entenda a diferença

Ambas são doenças que afetam os órgãos do sistema reprodutor feminino, ambas são facilmente confundidas e ambas não recebem a atenção que merecem. Estamos falando da endometriose e da adenomiose.

Duas doenças que causam fortes dores durante o período menstrual e que acabam não sendo diagnosticadas por conta do tabu envolvendo a saúde feminina.

Neste conteúdo, você entenderá as diferenças entre as doenças e conhecerá os tratamentos disponíveis.

Continue com a gente!

O que é endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero, em locais como os intestinos, ovários, trompas de falópio ou bexiga. Esse crescimento causa inflamações crônicas que, por sua vez, causam dores intensas na região.

As duas principais teorias de causa para o desenvolvimento da doença incluem menstruação retrógrada, quando uma menstruação não é eliminada corretamente, e fatores ambientais, como presença de poluentes (agrotóxicos, gorduras saturadas, etc) na comida.

Em geral, pode ser tratada com medicamento, mas em alguns casos é preciso a realização de cirurgia.

Sintomas

A endometriose causa bastante desconforto para a mulher, podendo inclusive afetar a qualidade de vida da mesma.

A frequência e a intensidade dos sintomas podem variar ao longo do tempo, mas de forma em geral é normal a presença de dor pélvica crônica e intensa.

Outros sintomas comuns incluem:

  • Cólicas intensas durante a menstruação (dismenorreia);
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Alterações urinárias no período menstrual;
  • Alterações intestinais no período menstrual;
  • Fadiga e cansaço excessivo.

Tratamento

A endometriose possui dois tipos de tratamento, que devem ser orientados pelo ginecologista de acordo com os sintomas e a intensidade da doença.

No caso de endometriose considerada “leve”, o tratamento é feito com o uso de anti-inflamatórios, que reduzem a dor mas não impedem o desenvolvimento da doença.

Já no caso de endometriose considerada “profunda”, é necessário o uso de remédios hormonais ou até mesmo cirurgias, que ajudam a reduzir a quantidade de tecido endometrial fora do útero.

Esse último tratamento só é utilizado em casos considerados realmente intensos, ou quando a mulher já está na menopausa, porque podem causar redução nas chances de gravidez.

O que é adenomiose?

A adenomiose é uma doença em que ocorre um espaçamento excessivo dentro das paredes do próprio útero.

Esse crescimento das células, presentes nas paredes uterinas, provoca dores intensas, sangramento e cólicas, especialmente durante a menstruação e depois de uma gravidez.

Segundo a OMS, uma em cada dez mulheres no mundo pode sofrer com a doença, apesar de muitas vezes ela nem chegar a ser diagnosticada.

Ela ainda não tem causas conhecidas, mas acredita-se que a doença surge após traumas no útero devido a cirurgias ginecológicas, como por exemplo o parto cesária.

Sintomas

O diagnóstico da adenomiose deve ser dado por um ginecologista e é normalmente feito pela combinação de exames, como a ressonância magnética e a ultrassonografia transvaginal, e de observação de sintomas.

É importante destacar também que, ao contrário da endometriose, a adenomiose nem sempre provoca sintomas. É também comum que os apareçam após a gravidez e desapareçam após a menopausa.

Dito isso, as principais queixas observadas em consultórios incluem sangramentos intensos, dores e dificuldade para engravidar. Veja outros sintomas comuns:

  • Inchaço da barriga;
  • Cólicas muito fortes durante a menstruação;
  • Dor durante a relação íntima;
  • Aumento da quantidade e duração do fluxo menstrual;
  • Prisão de ventre e dor ao evacuar.

Tratamento

Assim como no caso de endometriose, os tratamentos para a adenomiose variam de acordo com o quadro clínico.

Podem ser utilizados remédios anti-inflamatórios para o alívio da dor e pílula anticoncepcional para o equilíbrio hormonal, mas também pode ser necessária a realização da embolização uterina.

Essa última opção é um tipo de cirurgia que envolve colocar um tubo em uma artéria principal na virilha e injetar pequenas partículas na área afetada pela adenomiose. Em casos mais graves, a histerectomia (retirada total do útero) é a única solução.

Diferenças entre adenomiose e endometriose

Como você pode perceber a partir da descrição de cada doença, ambas são muito semelhantes no que diz respeito aos sintomas e por isso podem ser facilmente confundidas.

Ainda assim, são condições que se desenvolvem de forma diferente. Na adenomiose, as células que revestem o útero se desenvolvem no músculo do útero. Na endometriose, essas células crescem fora do útero, às vezes nos ovários e nas trompas de falópio.

A diferença pode parecer pequena, mas é o suficiente para que a intensidade dos sintomas e os tratamentos sejam diferentes.

Outra diferença relevante é a faixa etária mais afetada. A endometriose pode aparecer desde a primeira menstruação, mas, por conta da falta de informação, costuma ser diagnosticada na faixa dos 30 e 40 anos. Já a adenomiose é mais comum entre os 40 e 50 anos.

Podem causar infertilidade?

Ambas estão relacionadas à infertilidade. No entanto, a relação da adenomiose ainda não é tão clara.

Sabe-se que a inflamação causada no miométrio pode atrapalhar no transporte de espermatozóides até as tubas uterinas. Ou seja, acaba interferindo na fecundação e impedindo a implantação do embrião.

A endometriose, por sua vez, é uma das principais causas de infertilidade feminina. Isso ocorre por conta do crescimento do tecido ectópico fora da cavidade uterina.

A infertilidade pode ser evitada com o diagnóstico e tratamento precoce, mas, por conta da falta de informação sobre saúde feminina e a crença popular de que é normal que mulheres sintam dores intensas durante o período menstrual, o diagnóstico costuma vir tarde, apenas perto dos 30 anos quando a mulher percebe a dificuldade em engravidar.

Lembramos que esse artigo tem a intenção apenas de contribuir com a disseminação de informações, ele não serve como diagnóstico e não deve, em nenhum momento, substituir a consulta médica.

Caso você identifique algum dos sintomas mencionados neste conteúdo, procure um ginecologista.

Antes de ir embora, confira os sinais de infarto em mulheres. Fique atenta à saúde feminina, confira outros conteúdos aqui no blog da Pax Bahia!

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