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Como é feita a doação de medula óssea?

Como é feita a doação de medula óssea?

A doação de medula óssea é um gesto de amor e empatia que pode salvar a vida de muitas pessoas que possuem problemas relacionados à fabricação de células sanguíneas, como leucemia, linfoma, anemia grave e outras que afetam a imunidade do corpo. Por isso, ser doador é uma decisão transformadora para os dois lados envolvidos.

Embora a leucemia e o linfoma sejam os males mais comuns associados à doação de medula óssea, as células-tronco podem curar cerca de 80 doenças. Por serem quadros que afetam o sangue, o maior obstáculo da prática é a compatibilidade genética.

O que é a medula óssea?

É um tecido gelatinoso, localizado no interior dos ossos, responsável por fabricar células sanguíneas. O transplante é uma opção recomendada em casos de doenças que afetam essas células. O procedimento consiste na substituição da medula doente por células saudáveis, para que o tecido possa se reconstituir.

Como funciona a doação de medula óssea?

Existem duas modalidades de transplante: o autólogo, que é quando as células são retiradas do próprio paciente (para os casos em que a doença não se origina na medula, portanto o tecido do paciente consegue produzir células saudáveis) e o alogênico, que é a doação de outra pessoa. Neste caso, a primeira coisa a se fazer é procurar um doador na família. A chance de compatibilidade entre irmãos de mesmos pai e mãe é de 25%.

Quando ninguém da família é compatível, um doador é procurado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, que contém informações de voluntários de todo o Brasil e até mesmo em registros internacionais.

Como ser um doador?

Para fazer o cadastro, basta ir a um hemocentro portando documentos pessoais, sem necessidade de agendamento. O ato de se cadastrar não quer dizer que a doação será feita imediatamente.

Para doação de medula óssea, são retirados 10 ml de sangue para avaliar a compatibilidade do doador com os pacientes. Os dados ficam registrados, e caso haja alguém compatível, o possível doador é acionado. Por isso, é muito importante que os dados pessoais para contato estejam sempre atualizados.

Para ser um doador, é necessário ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado de saúde, não ter nenhuma doença infecciosa ou incapacitante, câncer, ou qualquer mal no sangue ou no sistema imunológico.

Como é feita a doação?

Confirmada a compatibilidade, o resultado é encaminhado ao centro transplantador, e é determinada a data do procedimento. O centro que coletará a medula do doador irá fazer os exames clínicos, laboratoriais e de imagens, a fim de garantir a segurança de quem irá receber, evitando assim a transmissão de doenças.

A avaliação deve considerar sexo, idade, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renais, tipagem ABO e HLA, sorologias, vacinações, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e até mesmo avaliação psiquiátrica.

Existem duas maneiras de doar as células-tronco da medula óssea. Uma é feita diretamente de dentro dos ossos da bacia e a outra por aférese, que é a filtração das células-tronco das veias.

A coleta direta é feita com uma agulha especial. retira-se uma quantidade de tutano equivalente a uma bolsa de sangue. Para que não haja dor, é aplicada anestesia, e o procedimento dura em média uma hora. Uma dor leve permanece por até duas semanas, sem cicatrizes. O doador fica por apenas um dia em observação.

Já a coleta pela veia é feita com uma máquina de aférese. O doador recebe um medicamento durante cinco dias, que estimula a multiplicação de células-tronco. Elas migram da medula para as veias, onde são filtradas. O processo dura até quatro horas, até que se chegue em um número ideal de células. O medicamento utilizado no procedimento pode causar dores no corpo em alguns pacientes.

Existem riscos na doação de medula?

Os riscos são praticamente inexistentes. Não há relatos de acidentes ou sequelas decorrentes do procedimento, apenas a dor habitual. Quem irá indicar a melhor forma de coletar as células é o médico, dependendo da doença e do seu grau. Em casos raros, como a compatibilidade com mais de uma pessoa, será possível fazer a doação mais de uma vez.

O que fazer quando for acionado?

Quando é comprovada a compatibilidade com um paciente, o voluntário é contatado pelo hemocentro e passará por outra bateria de exames. Fora isso, não há mais restrições ou exigências.

O receptor, por sua vez, será preparado para uma dose intensiva de quimioterapia, para que a medula óssea e o sistema imunológico seja completamente destruído para receber as células saudáveis. Após o procedimento, há a possibilidade de doador e receptor se encontrarem pessoalmente, caso assim queiram.

Para se cadastrar como doador voluntário, basta acessar o portal do REDOME. O recomendado é que, antes de fazer o cadastro, o doador tire suas dúvidas no próprio hemocentro. Feita a decisão, serão retirados os 10 ml de sangue e um termo de consentimento precisará de assinatura. É algo muito simples que pode representar um recomeço para outra pessoa. Já pensou em ser doador?

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