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Fibromialgia: sintomas, diagnóstico e tratamento

Fibromialgia: sintomas, diagnóstico e tratamento

A dor musculoesquelética é um dos principais motivos que levam as pessoas às consultas médicas. As síndromes de dores reumáticas não articulares, como tendinite, bursite, espasmo muscular ou entesite, são algumas das mais recorrentes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por uma dor crônica, de causas ainda desconhecidas, que migra para vários pontos do corpo, manifestando-se nos tendões e articulações. É uma patologia relacionada ao funcionamento do sistema nervoso central e do mecanismo de supressão da dor. Dentre 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres entre 35 e 50 anos, mas também existem casos de pessoas mais novas (até mesmo crianças e adolescentes) ou mais velhas que convivem com a doença.

A dor pode ser muito intensa e incapacitante, mas não provoca inflamações, tampouco deformidades físicas. Entretanto, pode estar associada a outras doenças reumatológicas, o que pode confundir e atrasar o diagnóstico.

O que causa a fibromialgia?

Como já foi dito, a causa específica é desconhecida. O que se sabe até então é que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores da doença e que os desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos no seu surgimento. Listamos aqui alguns fatores associados à essa síndrome.

  • Genética: é algo recorrente em pessoas da mesma família, o que pode ser um indicador de que existem algumas mutações genéticas capazes de causar a doença;
  • Infecções por vírus e doenças autoimunes;
  • Distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão;
  • Traumas: términos de relacionamentos, perdas, baques profissionais, problemas em casa, traumas da infância ou até mesmo traumas físicos que afetam a região do pescoço podem ser gatilho;
  • Sensibilização central: pessoas com a síndrome têm uma alteração neuroquímica no sistema nervoso central, que aumenta a sensibilidade à dor e possuem menos substâncias que inibem essa sensação, assim como um número maior de moléculas que servem para amplificá-la;
  • Menos fibras nervosas: portadores da condição têm menor densidade de fibras nervosas na epiderme, o que ajuda a explicar as dores constantes após simples toques na pele.

Diagnóstico

O diagnóstico da fibromialgia é baseado na identificação de pontos dolorosos no corpo. Não existem exames laboratoriais complementares que possam orientá-lo. É mais recorrente em mulheres, mas todos os sexos e faixas etárias podem ser atingidos.

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Geralmente, a dor surge em um ponto determinado. O paciente se queixa e dependendo do local, o médico pode suspeitar de tendinite ou lesão por esforço repetitivo. No dia seguinte, a dor reaparece em outros lugares. Na ausência de um diagnóstico, ela pode se espalhar pelo corpo inteiro.

Separamos aqui os sintomas mais recorrentes que podem ajudar no diagnóstico:

  • Dor generalizada: é descrita pelos pacientes como uma dor presente em várias partes do corpo e que demora ao menos três meses para ir embora;
  • Fadiga: as pessoas que sofrem de fibromialgia normalmente já acordam cansadas, mesmo após muitas horas de sono. Sono este que é constantemente interrompido por causa da dor. Muitos pacientes possuem também outros problemas relativos ao sono, como apneia, insônia e síndrome das pernas inquietas;
  • Dificuldades cognitivas: problemas de memória e dificuldade para se concentrar e focar em atividades que demandem esforço mental;
  • Dor de cabeça recorrente ou enxaquecas, dor pélvica e irritação no intestino sem motivo aparente;
  • Dormência e formigamento nas mãos e nos pés;
  • Palpitações;
  • Dificuldade para realizar atividades físicas simples do dia-a-dia.

Tratamento

Como a fibromialgia é uma condição heterogênea associada a diversos sintomas, não há um tratamento universal, mas ele pode ser direcionado à melhora dos sintomas, adaptado a cada paciente, de acordo com as suas necessidades. Deve haver um acompanhamento especializado com uso de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e relaxantes musculares.

É importante também a prática regular de atividades físicas aeróbicas e anaeróbicas. Fisioterapia, pilates e o fortalecimento muscular são bons aliados no controle da doença. O paciente deve ser orientado a ter alimentação e hábitos saudáveis: os alimentos industrializados que contém açúcar, gorduras saturadas e hidrogenadas, glúten, cafeína, corantes, etc. São atitudes pequenas que farão grande diferença em suas vidas, assim como boas noites de sono.

Portanto, fuja de situações estressantes, siga à risca o uso dos medicamentos receitados, evite carregar pesos, elimine do seu quarto coisas que possam perturbar o sono, como luzes, colchão incômodo, barulho e considere procurar ajuda psicológica. Muitos dos pacientes são desacreditados pelos parentes e até mesmo profissionais, o que pode agravar ainda mais o quadro.

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