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Depressão em idosos: entenda porque o tratamento é diferenciado

Depressão em idosos: entenda porque o tratamento é diferenciado

As pessoas passaram a viver cada vez mais, graças aos avanços da medicina. É comum que após uma certa idade, as pessoas passem a se isolar do resto da família, preferindo uma vida mais reclusa. Estar sozinho não quer dizer que o idoso vá adoecer, mas é um fator que pode ser definitivo no surgimento de doenças emocionais, como a depressão. Por mais que não haja estudos que comprovem o crescimento dessas doenças na terceira idade, debater o assunto é extremamente importante, até porque são males que podem ocorrer em qualquer idade, mas podem ser muito piores para quem já está sozinho e com sensação de que o fim está próximo.

É comum que os familiares ignorem ou tentem mascarar o que está acontecendo, pois não possuem informação ou acham que é algo inerente à velhice. Muitos ainda acreditam que é uma questão espiritual, não dando a atenção e o tratamento necessário. No geral, a sociedade ainda trata das doenças emocionais com preconceito. Nos idosos, a depressão pode chegar por vários fatores de ordem social e física.

Fatores sociais

Ele pode acontecer naquele momento em que o idoso se aposenta, onde se vê sem pretensão alguma para o futuro. Pode acontecer também por causa da perda de um cônjuge, pela saída dos filhos de casa, pela perda de amigos e parentes queridos e principalmente pela sensação de inutilidade por não estar trabalhando ou fazendo algo por alguém. Isso porque as gerações passadas foram criadas dando total prioridade à família, e ver os filhos indo embora e seguindo suas vidas pode ser muito doloroso.

Fatores físicos

Quanto a eles, alguns são comuns nessa fase da vida, como deficiência visual, perda da capacidade de se movimentar como antes, etc. Alguns são mais graves, como diabetes, Parkinson, demência, doenças cardiovasculares, AVC e Alzheimer. São fatores que podem acarretar na impossibilidade de o idoso ter a sua vida social de antes, isolando-o ainda mais e causando depressão e outras doenças psíquicas.

Além da qualidade de vida, a depressão pode interferir até mesmo no tratamento de outras doenças físicas, pois é extremamente nociva ao corpo, uma vez que o cérebro não responde corretamente a estímulos simples: aquela caminhada da manhã ou aquela receita especial podem parecer muito mais difíceis para o idoso que possui depressão.

Envelhecimento saudável

Não há fórmula para mágica, mas o ideal é se preparar durante toda a vida. Ele não acontece assim que completamos 60 anos de idade. É um processo que deve ser iniciado desde cedo, no mais tardar dos 30 aos 40. Se um idoso tem saúde frágil, tanto física quanto emocional ou se ele é saudável e ativo, está tudo relacionado à forma como ele cuidou do corpo e da mente durante toda a vida. Ou seja, colhemos aos 60 o que plantamos muito lá atrás.

Esqueça a imagem da vovó que você construiu: a terceira idade é a hora em que a pessoa tem para planejar o futuro e fazer tudo o que quiser. O que não deve ser feito é ficar parado; isso pode ser devastador para a saúde mental, física e cognitiva. Por isso é tão importante planejar a terceira idade com atividades que estimulem a interação social (artes, cursos, viagens), o corpo e a mente. O modo como a pessoa encara o fim da vida vai ser um fator determinante na própria saúde.

Tratamento

O tratamento da depressão em idosos é um pouco diferente do que é realizado em adolescentes e adultos. Exige mais cuidados com detalhes, como o funcionamento dos órgãos, pois podem ser diretamente afetados pelos antidepressivos. Por terem o metabolismo lento, a dose administrada neles devem ser cuidadosamente medidas, pois o fígado pode não ser capaz de metabolizar as drogas. Um dose excessiva pode ficar circulando por muito tempo no organismo. O cérebro também precisa de atenção diferenciada, pois encontra-se em fase degenerativa: os neurônios também diminuem, e podem interferir no prognóstico, causando dependência de medicamento.

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